May 2006


o tempo

a inesperada eclosão / das borboletas e dos insectos / a morte rápida / o tempo que se esvai // as vidas longe / urgentes, à espera do abraço / ausente todos os dias


Posted on May 30th, 2006, 23:20 by jm
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por estar

desta maneira com a esperança tão longe.


Posted on May 28th, 2006, 13:08 by jm
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ill seen ill said

esperava-se, desde Março, um livro de Beckett pelas Quasi. chegou ontem à feira do livro, Ill Seen Ill Said - não me lembro do título em português. O livro é trilingue, francês inglês e português. Rui Lage traduziu o texto a partir da versão francesa. A versão inglesa é do próprio autor, Samuel Beckett.

um ensaio sobre o texto aqui.


Posted on May 27th, 2006, 16:46 by jm
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se fosse amanhã

ainda ontem me esqueci das horas e antes disso fui ali e voltei. volto triste e sem razões. volto, dir-se-ia, para nada.

Posted on May 27th, 2006, 15:07 by jm
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Ainda teatro - ofereÇo-me para sentir e escrever sobre isso

Estou muito disponível para que me ofertem bilhetes para o Festival Internacional de Teatro de Almada. Ou para onde quer que seja. A minha bolsa não está a aguentar.

Eu escrevo, analiso, leio textos e programas. Exijo-me competência e imparcialidade.

Contacto: findepartiearrobagmailpontocom

Posted on May 21st, 2006, 12:58 by jm
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Teatro de José Luís Peixoto

ontem, fiquei a saber que a peÇa «Anathema», de José Luís Peixoto, (estreada no Theatre de la Bastille, Paris), estará em cena na Culturgest, em Novembro, em versão original (francesa).

esta peÇa é uma das duas que o autor escreveu em 2005, tendo sido «À Manhã» levada à cena pelo Teatro Meridional, no S. Luiz. e talvez a tenha comentado por aqui... penso que sim... ou talvez não, tendo em conta o tipo de público presente no dia em que fui (estreia).

«À Manhã» será reposta, não sei bem onde, talvez na Rua do AÇucar, em breve.


Posted on May 21st, 2006, 12:48 by jm
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Waiting for Godot

foi ontem à noite, no pequeno auditório do CCB, que pude assistir à encenaÇão de Waiting For Godot.

(1)

não fosse o cansaÇo físico acumulado, e o meu cérebro teria com certeza, criado imagens para um futuro sonho. não, claro que não vou contar.

(1)

___________________

(1) aqui se encaixava texto que perdi por obra e graÇa das novas tecnologias. Cansado e incapaz de o recriar, passo a resumir: foi bom, não percam! Vai voltar a Lisboa, vai a Almada, Loulé, Porto, Viana do Castelo, Torres Novas, Ilha Terceira e Póvoa do Varzim.

Teatro Meridional - http://www.teatromeridional.net

Posted on May 21st, 2006, 12:27 by jm
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da coisa

a.s. - parte de mensagem enviada a uma lista de distribuição portuguesa. tema da missiva: a escrita

caros,

a discussão abrandou. vai de abanico...

à escrita convém que seja arte. a culpa dos escritores não será, com certeza, a dos artistas. porque a escrita é, de facto, em sentido limitado, a forma gráfica que permita a interpretação com nexo de um conjunto de caracteres, e não será arte porque três ou quatro pessoas sentem o peso da leitura na realidade da sua interpretação e capacidade de juntarem letras.

o escritor existe no mercado, seja ele de papel ou digital, comercial ou não, vendável ou não. o escritor ordinário é mau. os escritores publicados, uns maus outros nem por isso e outros assim-assim, fomentam, em ordem diversa, falsos escritores de arte.

li um ensaio sobre o sr. Harold Pinter, lá se transcreve uma apresentação do mesmo sobre uma peça onde se aprende mais ou menos o seguinte: a realidade e a ficção confundem-se nas palavras que não são ditas.

a poesia é difícil. tal não significa que a produção seja lenta. significa que é difícil na arte, para a arte, para os amadores da arte.

a escrita com arte, tome ela a forma que tomar, tem que ser uma forma concreta de subjectividade ou objectiva na ambiguidade.


Posted on May 19th, 2006, 0:23 by jm
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half life

she said

                ta ta ... ta ta ta.

a viagem de uma conversa monossilábica de ta ta tas, como dizem os ingleses. pensei que se falassem da praia e do mar das costas deste território peninsular seriam mais felizes. mas a felicidade depende da ignorância associada à condição própria e não posso medi-la por uma conversa destas.

he answered

            ta! ta! ta ta ... taaaa taa ta.


Posted on May 11th, 2006, 11:07 by jm
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a areia

cai leve sobre ti
pesando
na pele o pouco
valor
dos sonhos negados

a areia nos poros

esperança
a sufocar na lenta
rotação dos planetas


Posted on May 5th, 2006, 22:22 by jm
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