Quando o telefone toca
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Tenho medo do que vejo. Não existe o que se oculta. Pressinto a incerteza do tacto. Sei que escondo a mentira. Está debaixo da cama. Por cima do pó que o tempo fez esquecer. Não vejo. A certeza do olfacto. O homem cego tem duas rodelas de pepino sobre as pálpebras. Durante o sono apodrecem. Acorda. O relógio marca horas. Os ponteiros informam os dedos. O homem cego sabe. |
Posted on March 7th, 2006, 23:20 by jm
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